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2020: Ano de desafios no Samae

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Data: 30/12/2020

Além de dar continuidade aos serviços de água e de esgoto sanitário, em 2020, o Samae assumiu duas novas atribuições, o que aumentou os desafios no que se refere à gestão dos serviços de saneamento básico.

 

Desde o começo do ano, o Samae mantém sob o seu comando as quatro vertentes do saneamento: água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana. Para o diretor presidente, Ademir Izidoro, essas atribuições colocam a autarquia como uma das poucas empresas públicas do Brasil a gerir todo o sistema de saneamento básico.

Com a drenagem pluvial, uma das primeiras ações foi dar início a elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana, que vai direcionar os investimentos futuros no sistema. “O banco de dados referente à drenagem urbana consta de 360 quilômetros de redes pluviais, enquanto que, pelo tamanho do município a estimativa é de que existam cerca 1,5 mil quilômetros de tubulações”, explica Izidoro, justificando a necessidade de promover um levantamento aprofundado sobre o assunto.

Desde junho, por determinação do prefeito Antídio Lunelli, o Samae passou a fazer a gestão do Ponto de Entrega Voluntária (PEV), acompanhando o processo de gestão dos serviços de coleta de resíduos domiciliares e recicláveis, assumidos pela autarquia em 2018. Várias ações já foram tomadas pela Coordenadoria de Resíduos Sólidos para melhorar ainda mais o atendimento aos munícipes que buscam o local para o descarte de materiais considerados sem serventia. Pavimentação do acesso, pintura, móveis novos para o escritório e cozinha foram algumas melhorias feitas no local. Para controlar melhor a entrada, foi instalada uma cancela no portão principal, e câmeras de monitoramento. Para o início de 2021, o PEV terá nova sinalização e as caçambas serão reformadas.


AS OBRAS DO PAS


O Plano de Ampliação de Saneamento (PAS), iniciado em 2019, teve sequência neste ano, com a finalização das 40 obras previstas e investimentos de quase R$ 60 milhões. No Sistema de Abastecimento de Água (SAA), foram aplicados mais de R$ 32 milhões. Dentre as principais ações destacam-se: a construção de 13 novos reservatórios, aumentando em mais de 40% a capacidade de reservação de água potável. Outros recursos foram investidos no controle de perdas, substituições de hidrômetros e implantação e substituição de redes de água. Além disso, novas estações de recalque de água tratada foram necessárias para garantir a distribuição em algumas regiões onde havia deficiência. Os oito reservatórios com capacidade para armazenar 800 mil litros de água estão atendendo regiões dos bairros: Ilha da Figueira, São Luís, Rio Molha e Chico de Paulo.

Ademir Izidoro considera um dos maiores feitos do Samae neste ano a desativação dos cinco sistemas independentes, implantados há cerca de 20 anos para abastecer determinadas regiões. De acordo com ele, há muitos anos, os sistemas independentes vinham exigindo um esforço grande para suas manutenções, tanto das equipes quanto financeiro. “Em períodos de muita chuva ou de estiagem éramos obrigados a parar a captação e tratamento destas estações, devido à turbidez da água ou à falta dela. Com a desativação dos sistemas, resolvemos um problema antigo e melhoramos ainda mais o serviço”, comenta.

Para desativar o SI Boa Vista, uma ERAT foi construída na Rua Rinaldo Bogo e uma nova adutora em PEAD foi implantada até os reservatórios na Rua Domingos Rosa, em frente à EMEB Adelino Francener. Um dos sistemas que exigiu mais investimentos foi o do Rio Molha, com a construção de uma ERAT nos fundos do Parque Municipal de Eventos, a implantação de uma nova adutora de 3.636 metros de extensão, sendo boa parte em PEAD, e um reservatório de 500 mil litros, na Rua Adolfo Antônio Emmendoerfer. De lá, a agua segue por uma nova rede – também em PEAD – até os reservatórios da Rua Pedro Chiodini. O reservatório intermediário também abastece a parte baixa do bairro. Além disso, foi feito o enrocamento das duas margens do Ribeirão Molha, nas imediações do reservatório intermediário e a pavimentação do acesso à RI-069, além do paisagismo e todo o sistema de segurança e monitoramento no entorno. A inauguração do sistema ocorreu em 23 de fevereiro e o investimento foi de R$ 4 milhões. Os bairros Rio Molha, Barra do Rio Molha e parte da Vila Nova, anteriormente abastecidos pelo Sistema Independente, agora recebem água tratada da ETA Sul. 

A implantação de uma nova adutora reforçou a distribuição de água potável para os bairros Ilha da Figueira, Águas Claras e Boa Vista, ocasionando a desativação dos SIs Águas Claras, Krause e Boa Vista. A maior parte da tubulação é de PVC de 250 milímetros, sendo que a extensão total desta nova adutora é de 1.408 metros, com investimento de R$ 640 mil. A rede liga o Reservatório R3, localizado na Rua Heinz Barg (morro da KG Motos, na Vila Baependi), com a Estação de Recalque de Água Tratada (ERAT), já existente na Rua Henrique Krause, no Bairro Ilha da Figueira. A mesma rede leva água para a ERAT Boa Vista, instalada na Rua Rinaldo Bogo. A nova adutora inicia na frente da Arweg, na Avenida Prefeito Waldemar Grubba e segue pela Vila Lalau até a Ponte Antônio Ribeiro (do Trabalhador), onde foi feita a travessia sobre essa estrutura. 

Recentemente, foi desativado o Sistema Independente de Santa Luzia. A implantação de uma nova adutora começou no meio de uma forte estiagem, em que foi necessário o transporte de água com caminhão pipa para abastecer o reservatório e distribuir para os cerca de 3.500 moradores daquela região. Com a nova adutora, o Samae está levando água da ETA Central para o bairro, numa distância de aproximadamente 15 quilômetros. A nova adutora tem 5,2 km de redes de PVC de 200 milímetros, e o investimento estimado foi de R$ 765 mil. Além da rede, serão instalados dois boosters para dar mais pressão e levar água aos pontos mais elevados do bairro.

Conforme previsto no Planejamento Estratégico e elencada entre as obras do PAS, uma importante ação que exigiu bastante trabalho da equipe interna foi o novo sistema do reservatório R3, localizado na Rua Heinz Barg, na Vila Baependi. A demolição de um reservatório de um milhão de litros deu espaço à uma nova estrutura, com quatro milhões de litros, em aço vitrificado. O projeto atingiu os 100% de execução com a implantação de uma nova adutora desde a ETA Central e a substituição de redes antigas de fibra e amianto. “Esta obra mostrou a eficiência de todos os envolvidos, devido à complexidade na execução das travessias e interligações, como é o caso da travessia sobre a Ponte Abdon Batista, no Centro, bem como a continuidade desta mesma rede na Rua Adélia Fischer até o reservatório R3”, avalia o presidente. Com isso, foi possível modificar o sistema de abastecimento dos reservatórios e distribuição de água potável, reduzindo as perdas e dando mais confiabilidade no atendimento aos clientes dos bairros Czerniewicz, Vila Baependi, Vila Lalau, Centenário e parte do Amizade.

Os investimentos do PAS também serviram para concluir e colocar em funcionamento os novos sistemas dos reservatórios R4 e R6. O investimento principal foi a construção de um novo reservatório no Morro do Picolli, inaugurado em novembro de 2019. Assim como a modificação do sistema de distribuição do Reservatório R2, no Morro dos Maristas, Centro da cidade.


ESGOTO SANITÁRIO


Em se tratando de esgoto sanitário, atualmente, Jaraguá do Sul encontra-se com índice de aproximadamente 90% de cobertura, com mais de 600 quilômetros de redes coletoras e perto de 50 mil ligações. Quase 30 quilômetros de redes foram implantados por meio do PAS. Dois mil e vinte serviu para dar andamento aos investimentos na implantação de redes novas, como é o caso dos bairros Jaraguá 84 e Jaraguá 99, que terão o sistema funcionando no início de 2021.

Também teve continuidade a adequação da Estação de Tratamento de Esgoto Água Verde, cujos investimentos devem chegar aos R$ 18 milhões. Nesta ETE é tratado o esgoto sanitário gerado por uma população de aproximadamente 35 mil habitantes. No local, estão sendo construídos dois novos reatores, para tratar até oito mil metros cúbicos de esgoto sanitário por dia. Além dos tanques fabricados em aço vitrificado, está sendo preparado o local que receberá a sala de sopradores, que são os equipamentos que fazem a injeção de ar nos reatores através dos sistemas de difusores de ar de microbolhas para a depuração do esgoto sanitário bruto, tornando-o apto para ser devolvido tratado ao rio. Outras obras complementares também já estão sendo providenciadas como é o caso da subestação de energia elétrica, implantação da automação do sistema e unidade para remoção de resíduos sólidos, como areia e gordura. Com esta adequação, muda também a concepção tecnológica do processo de tratamento de esgoto na unidade.

Já no Bairro Ilha da Figueira, o Samae está desenvolvendo o projeto para a construção de uma nova estação de tratamento de esgoto, dado o crescimento demográfico da região atendida pela atual unidade, localizada na Rua Via Verde e que trata esgoto de mais de 35 mil pessoas. Trata-se de uma ETE com quase 20 anos de uso e que precisa ser modernizada. “É uma ETE em estado de depreciação e cujo terreno não permite que façamos adequação ou ampliação”, resume, acrescentando que a intenção é utilizar a mesma tecnologia já empregada na ETE São Luís. Outra justificativa é o planejamento estratégico para o futuro do tratamento de esgoto dos bairros Santa Luzia, João Pessoa, Vieira e Centenário. Esta nova estação será dimensionada para receber e tratar o esgoto sanitário gerado pelos moradores destes bairros, que ainda não possuem redes coletoras.

No Programa de Saneamento Rural, 500 kits foram instalados na região do Garibaldi. Cada kit contém fossa, filtro e caixa de gordura. Neste ano, começou a limpeza das primeiras unidades instaladas no ano de 2019 e o sistema demonstrou-se eficiente, segundo o presidente do Samae.


ANO DE PANDEMIA


Por ser considerado prestador de serviços essenciais, o Samae deu continuidade às ações em 2020, apesar de ter sofrido os impactos da pandemia do coronavírus, com o afastamento de servidores, principalmente. “A pandemia mudou a rotina de todos, dentro e fora do Samae. A nossa maior preocupação foi manter os cuidados com a saúde dos servidores, fundamentais para o andamento dos serviços”, destaca Izidoro. “Já nos primeiros dias da presença do coronavírus na cidade, iniciamos a sanitização das nossas estruturas, medida que mantemos até hoje para diminuir os riscos de contágio”, conta. A sanitização é feita pelo menos duas vezes por semana, com produtos com ampla ação germicida, fungicida e bactericida, que é indicado para a destruição da maioria dos microrganismos das superfícies.

Quanto aos resíduos sólidos, não houve alterações significativas por conta da pandemia, apenas uma pequena redução no volume de recicláveis, devido ao aumento da clandestinidade. Já as ações da equipe de Qualidade e Meio Ambiente tiveram de se adequar durante o ano e o Proeva (Programa Educacional de Valorização da Água) tiveram de se adequar para as plataformas digitais e os conteúdos foram repassados aos estudantes das redes particulares e estadual de ensino.  

A pandemia obrigou a direção do Samae a tomar medidas preventivas também no atendimento ao público, tentando evitar o deslocamento dos clientes até a sede do Samae. Neste sentido, a maioria dos serviços prestados pelo Setor Comercial foram disponibilizados online, pelo site da autarquia, e-mail, telefone e aplicativo WhatsApp.


PROJETOS PARA 2021


Entre as ações para 2021, esta a finalização das obras de adequação da ETEs Água Verde e a construção da nova ETA Ilha da Figueira. Também está no planejamento estratégico da autarquia a ocupação do terreno da antiga Wiest, adquirido pelo Samae em 2020 e a conclusão do plano diretor, que prevê mudanças no acesso principal da sede e ETA Central, oferecendo mais segurança à área administrativa e à estação de tratamento de água.

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