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Sistema de Esgotamento Sanitário

Sistema de Esgotamento Sanitário

O Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) apresenta mais de 725 quilômetros de redes coletoras de esgoto e 153 unidades de bombeamento espalhadas pelo município, que direcionam os efluentes até as quatro Estações de Tratamento de Esgoto, onde ocorre a depuração dos efluentes de 66 mil unidades consumidoras. A fase líquida é devolvida aos rios, e a fase sólida é prensada e encaminhada para aterro industrial. Com toda essa estrutura, o município possui mais de 90% de cobertura da área urbana com a coleta, afastamento e tratamento de esgoto sanitário.

NÚMEROS:

LIGAÇÕES ESGOTO: 41.969
ECONOMIAS ESGOTO: 66.173
ÍNDICE DE COBERTURA DOS SERVIÇOS: 92,41%

Diagnóstico do Esgoto Sanitário em Jaraguá do Sul

O tratamento de esgoto em Jaraguá do Sul iniciou no final da década de 90, seguindo com fortes investimentos dos gestores que seguiram administrando o Município e o Samae. Após anos de trabalho, em 2015 Jaraguá do Sul já contava com 44% da cidade com esgoto tratado (coleta, afastamento e tratamento); hoje, esse índice é de mais de 90%. Para atender essa população, são quatro Estações de Tratamento de Esgoto em operação.

A ETE São Luís, que foi concluída em 28 de março de 2016, conta com 84.800 metros de redes. Com a conclusão das redes e desta estação, atingimos, em 2018, 80% de esgoto tratado, sendo referência no Brasil — um índice invejável para cidades do porte de Jaraguá do Sul. Em 2026, com os investimentos feitos em ampliações nas redes de coleta e modernização em estações de tratamento, Jaraguá do Sul chegou a 92,41% no índice de residências ligadas à rede coletora de esgoto.

Levantamentos realizados pelo Instituto Trata Brasil, com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2012), indicam que o Brasil está longe de alcançar as metas de universalização do saneamento básico. O pior indicativo está no tratamento de esgoto. Das 100 maiores cidades brasileiras analisadas, 61 delas fizeram entre zero e 20% das ligações necessárias.

ETE Água Verde:

A ETE Água Verde, em operação desde 2000 e modernizada até 2020, apresenta capacidade atual de aproximadamente 100 L/s e trata uma média de 70 L/s, atendendo cerca de 55 mil habitantes, com previsão de ampliação futura para até 90 mil habitantes mediante implantação de terceiro reator SBR. O tratamento compreende sistema preliminar integrado do tipo PTRAT e etapa biológica por lodos ativados em batelada sequencial, com remoção de matéria orgânica e nutrientes. O lodo passa por desaguamento mecânico e recebe destinação ambientalmente adequada. A bacia de contribuição conta com 62 estações elevatórias.

Em operação desde 2000.
Vazão de tratamento atual: 70 litros/seg (capacidade 100 L/s).
Atendimento atual: 55 mil habitantes.
Bairros atendidos: Água Verde, Amizade, Centro, Chico de Paulo, Czerniewicz, Estrada Nova, Nova Brasília, Parque Malwee, Rau, Tifa Martins, Três Rios do Norte, Três Rios do Sul e Vila Lenzi.
Passou por obras de ampliação e seu novo sistema está operando desde o ano de 2022.

ETE Ilha da Figueira:

A ETE Figueira, inaugurada em 2002, foi projetada para até 200 L/s e atende população estimada em 77 mil habitantes, tratando atualmente cerca de 90 L/s, sendo a unidade com maior carga recebida no sistema. O processo inclui pré-tratamento, reator anaeróbio de leito fluidizado (RALF) e etapa físico-química de polimento. O lodo é desaguado mecanicamente e destinado a aterro industrial licenciado. A bacia de esgotamento conta com 37 estações elevatórias para bombeamento. A estação ETE Figueira encontra-se próxima ao limite operacional e deverá ser desativada após a entrada em operação da ETE Centenário.

Em operação desde 2002.
Vazão de tratamento atual: 90 litros/seg.
Atendimento: 65 mil habitantes.
Atende os bairros: Águas Claras, Barra do Rio Cerro, Boa Vista, Centro, Ilha da Figueira, Nova Brasília, Rio Molha, Vila Baependi, Vila Lalau e Vila Nova.

ETE Nereu Ramos:

A ETE Nereu Ramos, inaugurada em 2011 e dimensionada para cerca de 15 mil habitantes, adota sistema híbrido com RALF seguido de SBR. O pré-tratamento inclui gradeamento, peneira estática e caixa de areia. O lodo excedente é encaminhado à ETE Água Verde para tratamento e destinação final. A bacia atendida é composta por aproximadamente 20 estações elevatórias.

Em operação desde 2003.
Vazão de tratamento: 25 litros/seg.
Atendimento: 15 mil habitantes.
Atende os bairros: Nereu Ramos e Santo Antônio.

ETE São Luís:

A ETE São Luís, em operação desde 2016, possui capacidade instalada de 140 L/s e atualmente opera com vazão média de aproximadamente 70 L/s, atendendo bacia com potencial de até 70 mil habitantes, considerando contribuição de 134 L/hab.dia. O sistema contempla pré-tratamento com peneira rotativa, desarenador e calha Parshall, seguido de tratamento biológico por reatores SBR precedidos de etapa anaeróbia para redução inicial da carga orgânica. O lodo é desaguado e a destinação da torta é a aterro industrial licenciado. A unidade dispõe de quatro biofiltros para controle de odores e é suportada por 42 estações elevatórias, evidenciando elevada complexidade operacional.

Em operação desde 2016.
Vazão de tratamento atual: 70 litros/seg (capacidade 140 L/s).
Atendimento atual: 55 mil habitantes.
Atende os bairros: Barra do Rio Cerro, Barra do Rio Molha, Jaraguá 99, Jaraguá Esquerdo, Nova Brasília, Parque Malwee, Rio da Luz, São Luís, Tifa Martins, Vila Lenzi e Vila Nova.

A seguir dicas da forma correta da instalação do esgoto.